Goleiro do Maracanazo, Barbosa vira inspiração do centenário Daniel Alves
Daniel Alves se define nas legendas de suas fotos nas redes sociais como um maluco beleza. Costuma usar a hashtag #goodcrazyinthahouse (malu...
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Daniel Alves se define nas legendas de suas fotos nas redes sociais como um maluco beleza. Costuma usar a hashtag #goodcrazyinthahouse (maluco do bem está em casa, com um erro ortográfico que é licença poética) para definir suas caretas, brincadeiras, pensatas e o visual um tanto excêntrico. Por exemplo, está careca para seu centésimo jogo com a camisa da seleção brasileira, à 0h15 de terça para quarta-feira, em Lima, contra o Peru.
Para muitos, o lateral-direito passa a imagem de alienado. Talvez eles se surpreendam ao saber que uma das inspirações atuais de Daniel Alves é Barbosa, goleiro brasileiro considerado culpado pela derrota por 2 a 1 para o Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã.
Num rápido encontro com a reportagem, no elevador do hotel que hospeda a Seleção, o jogador contou que leu “Barbosa – um gol silencia o Brasil”, livro do jornalista Roberto Muylaert. Em seu modo “maluco beleza” de levar a vida, lamentou a crueldade com Barbosa.
– Não tenho dúvidas de que a posição (de goleiro) era uma coisa antes dele e outra depois dele. Ele deixou um legado muito grande, mas as pessoas preferem olhar o lado ruim, escolher algo ruim, um defeito, uma derrota. Não dão valor às vitórias e não olham para o lado humano, não se concentram nas pessoas – disse.
O centenário Dani Alves já havia citado Barbosa espontaneamente ao ser questionado sobre a escassez de homenagens de jogadores da Seleção ao ex-lateral-direito Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato de 1970, falecido no último dia 25 de outubro.
Daniel respondeu que homenagens devem ser feitas em vida, e não para ganhar “likes” em redes sociais.
Integrante de uma geração marcada pelo 7x1 da Alemanha, na Copa-2014, Daniel Alves luta para que os jogadores não fiquem eternamente estigmatizados por aquela partida. Pede que não sejam feitos novos vilões, como Barbosa. Mas sabe que a maneira mais eficaz de atingir seu objetivo é ganhar jogos.
Motivado pela presença de Tite, a quem considera um “grande mentor”, o lateral-direito deu a volta por cima após a última Copa. Mesmo não tendo sido titular no 7x1, ele correu risco de sumir do mapa nas primeiras listas de Dunga, que recorreu a Maicon (cortado na primeira convocação por indisciplina), Danilo e Fabinho para a posição. A lesão de Danilo às vésperas da Copa América-2015 trouxe Dani Alves de volta, e, desde então, ninguém mais tirou dele a posição.
Prestigiado a ponto de ter sido o único capitão repetido de Tite – a segunda vez para homenagear Carlos Alberto Torres –, Daniel Alves chega aos 100 jogos sem prazo para dizer adeus à Seleção. Quer ver esse número subir pelo menos até a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Nas contas da comissão técnica, faltam quatro pontos para o Brasil garantir vaga.
Fonte: globoesporte
Para muitos, o lateral-direito passa a imagem de alienado. Talvez eles se surpreendam ao saber que uma das inspirações atuais de Daniel Alves é Barbosa, goleiro brasileiro considerado culpado pela derrota por 2 a 1 para o Uruguai, na final da Copa do Mundo de 1950, no Maracanã.
Num rápido encontro com a reportagem, no elevador do hotel que hospeda a Seleção, o jogador contou que leu “Barbosa – um gol silencia o Brasil”, livro do jornalista Roberto Muylaert. Em seu modo “maluco beleza” de levar a vida, lamentou a crueldade com Barbosa.
– Não tenho dúvidas de que a posição (de goleiro) era uma coisa antes dele e outra depois dele. Ele deixou um legado muito grande, mas as pessoas preferem olhar o lado ruim, escolher algo ruim, um defeito, uma derrota. Não dão valor às vitórias e não olham para o lado humano, não se concentram nas pessoas – disse.
O centenário Dani Alves já havia citado Barbosa espontaneamente ao ser questionado sobre a escassez de homenagens de jogadores da Seleção ao ex-lateral-direito Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato de 1970, falecido no último dia 25 de outubro.
Daniel respondeu que homenagens devem ser feitas em vida, e não para ganhar “likes” em redes sociais.
Integrante de uma geração marcada pelo 7x1 da Alemanha, na Copa-2014, Daniel Alves luta para que os jogadores não fiquem eternamente estigmatizados por aquela partida. Pede que não sejam feitos novos vilões, como Barbosa. Mas sabe que a maneira mais eficaz de atingir seu objetivo é ganhar jogos.
Motivado pela presença de Tite, a quem considera um “grande mentor”, o lateral-direito deu a volta por cima após a última Copa. Mesmo não tendo sido titular no 7x1, ele correu risco de sumir do mapa nas primeiras listas de Dunga, que recorreu a Maicon (cortado na primeira convocação por indisciplina), Danilo e Fabinho para a posição. A lesão de Danilo às vésperas da Copa América-2015 trouxe Dani Alves de volta, e, desde então, ninguém mais tirou dele a posição.
Prestigiado a ponto de ter sido o único capitão repetido de Tite – a segunda vez para homenagear Carlos Alberto Torres –, Daniel Alves chega aos 100 jogos sem prazo para dizer adeus à Seleção. Quer ver esse número subir pelo menos até a Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Nas contas da comissão técnica, faltam quatro pontos para o Brasil garantir vaga.
Fonte: globoesporte
