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Mais de 57% dos trabalhadores de Uberlândia ganhavam até dois salários mínimos, aponta pesquisa

Dados de 2016 coletados pela UFU mostram que a cidade é destaque quando o assunto é oferta de emprego, mas perde em ranking de remuneração....


Dados de 2016 coletados pela UFU mostram que a cidade é destaque quando o assunto é oferta de emprego, mas perde em ranking de remuneração. Teleatendimento é uma das vagas mais presentes em Uberlândia Fabio Tito/G1 Uberlândia se destacou no ano passado por ser a cidade que mais criou vagas de empregos formais em Minas Gerais. Mas, uma pesquisa do Centro de Estudos Pesquisas e Projetos Econômico Sociais da Universidade Federal de Uberlândia (Cepes-UFU) mostrou que quando o assunto é remuneração os trabalhadores da maior cidade do Triângulo Mineiro não têm muito o que comemorar. O estudo baseado em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) colhidos entre 2010 e 2016 e disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostrou que a cidade perde para quase 400 municípios (392ª colocação) quando o assunto é salário. No Estado, Uberlândia apresentou a 30ª colocação no ranking de valor de remuneração média referente a dezembro de 2016, perdendo, por exemplo, para cidades da região, como Delta (8ª colocação), Conceição das Alagoas (23ª colocação), Uberaba (26ª colocação), Fronteira (27ª colocação), Santa Vitória (28ª colocação). Mais de 57% da população ganhava até dois salários mínimos em dezembro de 2016 em Uberlândia. Veja mais na tabela abaixo: Remuneração dos trabalhadores em Uberlândia A pesquisa apontou ainda que Uberlândia tem uma forte dinâmica empregatícia. No país é a 28ª cidade que mais ofereceu emprego formal entre 2010 e 2016 no país. Quase 90% dos vínculos empregatícios ativos no município, em geral, referem-se a contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Maioria dos trabalhadores ganha até dois salários minímos em Uberlândia Gabriel Costa/G1 Qual setor está a maioria dos empregos em Uberlândia ? Ainda de acordo com a Cepes-UFU, quase 50% do estoque de emprego concentrou-se em serviços, no período analisado. Dentro do setor de serviços, a atividade que mais respondeu pelos vínculos ativos foi a de teleatendimento. O setor agropecuário apresenta o segundo maior número de vínculos ativos no país, atrás apenas de Petrolina (PE). Foram mais de 10.000 vínculos nesse setor no ano 2016, e boa parte deles relaciona-se à pecuária (especificamente criação de aves) e à produção de sementes certificadas. As cinco principais atividades no setor de serviço em Uberlândia Ainda de acordo com a pesquisa divulgada pela Cepes-UFU, em comemoração ao Dia do Trabalho, o município apresenta um papel relevante na dinâmica de emprego de Minas Gerais, estado que conta com o maior número de municípios do país: 853 no total. Uberlândia configura-se, em grande parte dos setores, como o segundo maior estoque de vínculos empregatícios ativos, atrás apenas da capital mineira Belo Horizonte. Uberlândia está entre as 30 cidades do país que mais ofereceu vagas de emprego em 2016 Cleiton Borges/PMU Perfil do trabalhador de Uberlândia Em relação à idade, a maior parte dos empregados formais da cidade tem entre 30 e 49 anos, correspondendo por quase 50% do total de empregos no município. Os trabalhadores com 65 anos ou mais têm uma participação próxima de 1% no estoque de emprego. Por outro lado, a participação dos jovens com até 24 anos foi de 18% em 2016. Quanto ao grau de escolaridade, os dados mostraram que a maior parte do estoque de emprego formal do município se concentrou nos trabalhadores com ensino médio completo: 43% dos empregados na média do período entre 2010 e 2016. Os trabalhadores que têm ensino superior completo são de 18%. As 10 ocupações com ensino superior completo com mais empregos formais em Uberlândia Os dados mostram que cerca de 8% dos vínculos empregatícios ativos, cujos trabalhadores dispunham de ensino superior completo, tinham por ocupação o cargo de professor de ciências exatas e naturais do ensino fundamental. Verifica-se ainda que algumas das ocupações que foram tomadas pelos trabalhadores com o grau de escolaridade em questão, geralmente, não requerem ensino superior completo, como é o caso do auxiliar de escritório, assistente administrativo, professor de nível médio na educação infantil, e supervisor administrativo. Ainda assim, essas quatro ocupações responderam juntas por cerca de 14% do estoque de emprego formal de trabalhadores com ensino superior completo no município. Pesquisa demonstra que homens ganham mais em Uberlândia Andressa Barboza/G1 Homens ganham mais em Uberlândia A participação das mulheres no mercado de trabalho de Uberlândia registrou cerca de 45% do total de estoque no ano de 2016. No que diz respeito à remuneração das mulheres no mercado de trabalho formal, a diferença salarial em relação ao sexo masculino é presente na cidade. As trabalhadoras de Uberlândia obtiveram, em média, uma remuneração que equivaleu a cerca de 83% da remuneração média masculina, no período de 2010 a 2016. Em geral, a diferença salarial girou em torno de R$ 400,00 para as remunerações médias de dezembro do período.

Fonte G1 > Brasil
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