Moradores investem em cursos profissionalizantes gratuitos para empreender em Córrego Fundo
Cursos são oferecidos pelo Centro de Referência e Assistência Social (Cras). Objetivo é contribuir para emancipação financeira e humana dos...
https://brtrend.blogspot.com/2018/05/moradores-investem-em-cursos.html

Cursos são oferecidos pelo Centro de Referência e Assistência Social (Cras). Objetivo é contribuir para emancipação financeira e humana dos participantes. Em março de 2018, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o índice de desemprego no país chegou a 13,1%, representando cerca de 13,7 milhões de pessoas desempregadas no país. Os dados também mostraram que de janeiro a março deste ano cerca de 23 milhões de pessoas trabalhavam por conta própria. Outra pesquisa divulgada pelo IBGE no ano passado mostrou que, em 2014, mais de 74% dos brasileiros com mais de 15 anos não se interessavam por cursos de qualificação profissional. Apesar do pouco interesse, 90,5% das pessoas que fizeram algum curso de qualificação profissional afirmaram que o conteúdo foi útil seja no campo profissional ou pessoal. Em Córrego Fundo, no Centro Oeste de Minas, moradores têm utilizado os cursos de capacitação profissional, oferecidos gratuitamente pelo Centro de Referência e Assistência Social (Cras) da cidade, para empreender. É o caso da Eliana Faria, de 58 anos, e do marido Fidélis Faria, de 62. Eles fazem parte do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif), do Cras, e disseram que os cursos ajudaram em novas possibilidades. “Temos uns 12 cursos e todos ajudaram demais. Por exemplo, eu faço doces. No curso me ensinaram a embalar, esterilizar, tudo o que precisamos saber pra vender [o produto]”, avaliou Eliana. Agora, ela e o marido aguardam o trâmite jurídico para montar a própria loja de doces. "Hoje eu faço doces e o meu marido me ajuda. Nós vendemos os doces por conta própria por enquanto, mas já demos entrada no processo pra montar uma loja aqui no sítio [onde moram]. Temos saúde e agora vamos trabalhar e correr atrás do resto”, afirmou a confeiteira. Já Dulciene Rabelo, de 44 anos, se especializou em bordados. Apesar da vocação pela arte, ela afirmou que o curso abriu os olhos para uma nova carreira. “Eu já gostava de mexer com isso [bordar], fazia uma coisa ou outra em casa, mas o curso me fez ver que eu podia atuar nesse ramo. Eu trabalho há dois anos pra uma loja de Formiga e pretendo continuar porque eu amo o que faço”, explicou a bordadeira. E o empreendedorismo parece ser de família. É que Jurcela Rabelo e Ducilene Rabelo, irmãs de Dulciene, pretendem abrir um negócio. Segundo Jurcela, de 39 anos, elas fizeram um curso de poupa de frutas recentemente e já estão pensando em como comercializar o produto. “No momento estamos estudando como abrir, mas nós queremos fazer a poupa que aprendemos no curso e comercializar, ter renda própria”, contou. Jurcela, Ducilene e outras 11 integrantes do Paif fizeram o curso de poupa de frutas Prefeitura de Córrego Fundo/Divulgação Cursos Segundo a assistente social Alessandra Aparecida, a ideia é fazer com que os participantes do Paif consigam emancipação financeira e humana. “Nós trabalhamos essas duas vertentes enquanto assistência social. Por isso, investimos em programas que ajudam nesse sentido. Cursos como os feitos pela Jurcela, Dulciene e pela Eliana existem para quem quer buscar sua própria renda”, afirmou Alessandra.
Fonte G1 > Brasil
Visite o canal BrTrends