ONU diz que ataque a jornalistas no Afeganistão destaca risco enfrentados por profissionais; confira repercussão
Em uma série de ataques, 10 jornalistas foram mortos no Afeganistão na segunda-feira (30). Ofensivas foram reivindicadas pelo Estado Islâmi...
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Em uma série de ataques, 10 jornalistas foram mortos no Afeganistão na segunda-feira (30). Ofensivas foram reivindicadas pelo Estado Islâmico. Parentes do fotógrafo Shah Marai carregam seu caixão nesta segunda-feira Massoud Hossaini/AP A comunidade internacional destacou o ataque deliberado a profissionais da imprensa no Afeganistão. Nesta segunda-feira (30), dez jornalistas morreram após serem visados em um ataque em Cabul e onze crianças foram mortas no sul do país. O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, repercutiu os ataques à mídia e disse que “os responsáveis por estes crimes devem ser levados imediatamente à Justiça", informa a agência France Presse. "A seleção deliberada de jornalistas no ataque destaca, mais uma vez, os riscos enfrentados pelos profissionais de mídia", declarou o líder da ONU. A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) indicou que este foi o mais mortífero ataque à imprensa desde a queda do Talibã em 2001. Entre as vítimas, havia jornalistas da Rádio Free Europe, da televisão afegã Tolo News, da emissora britânica BBC, da agência France Presse e da 1TV. A ONU deve enviar "um sinal forte para a comunidade internacional e atores locais nomeando um representante especial para a proteção de jornalistas", declarou o secretário-geral da Repórteres Sem Fronteiras, Christophe Deloire, cuja organização registrou 34 mortes de jornalistas no Afeganistão desde 2016, à France Presse. Ataques no Afeganistão matam 35, entre eles, 10 jornalistas e 11 crianças A BBC confirmou que seu repórter Ahmad Shah, de 29 anos, que trabalhou para a emissora por um ano, foi morto a tiros por pistoleiros não identificados em Jost e que a polícia estava investigando o caso. A France Presse informou que Shah Marai, que trabalhava para a AFP na capital afegã desde 1996, também foi morto em um dos ataques. Marai deixa esposa e seis filhos, incluindo a mais nova de apenas duas semanas. "Essa tragédia nos lembra do perigo incessante que nossas equipes enfrentam no terreno e do papel fundamental dos jornalistas na democracia", reagiu Fabrice Fries, CEO da AFP. O secretário de Estado, Mike Pompeo, também condenou ataques "bárbaros e sem sentido", diz a France Presse. "O panorama dinâmico da imprensa que se desenvolveu no Afeganistão continuará, em grande parte graças aos jornalistas e profissionais que morreram", disse ele. Ataques no Afeganistão deixa jornalistas e policias mortos Juliane Souza/G1 Ataques foram reinvindicados pelo Estado Islâmico A capital afegã foi abalada na segunda-feira por um duplo ataque suicida reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que deixou pelo menos 25 mortos, incluindo nove jornalistas. Entre eles, o chefe do serviço fotográfico da AFP em Cabul, Shah Marai, de 41 anos. O primeiro ataque em Cabul foi dirigido contra a sede dos serviços de inteligência afegãos (NDS). No segundo, um suicida que carregava uma câmera se explodiu em meio aos jornalistas que haviam chegado para cobrir o ataque, segundo a polícia. Horas depois, um repórter afegão da BBC foi morto em um tiroteio em Jost (sudeste). O primeiro ataque em Cabul foi dirigido contra a sede dos serviços de inteligência afegãos (NDS). No segundo, um suicida que carregava uma câmera se explodiu em meio aos jornalistas que haviam chegado para cobrir o ataque, segundo a polícia. No terceiro ataque, onze crianças foram mortas e 16 pessoas ficaram feridas, incluindo soldados romenos e afegãos, quando outro homem-bomba explodiu seu carro contra um comboio da Otan na província de Kandahar, no sul do país. Os ataques aconteceram poucos dias depois que o Talibã anunciou o início de sua ofensiva de primavera, rejeitando uma oferta de negociações de paz do presidente afegão, Ashraf Ghani. Forças de segurança do Afeganistão na área do segundo ataque em Cabul REUTERS/Omar Sobhani
Fonte G1 > Mundo
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