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Professores da rede municipal suspendem greve em Juiz de Fora

Decisão foi tomada em assembleia às vésperas do recesso escolar de julho. Professores da rede municipal protestam por melhorias na categori...


Decisão foi tomada em assembleia às vésperas do recesso escolar de julho. Professores da rede municipal protestam por melhorias na categoria SinProJF/Divulgação Os professores municipais de Juiz de Fora decidiram suspender a greve da categoria nesta quinta-feira (28). A decisão foi tomada durante uma assembleia realizada no Sindicato dos Professores. A greve teve início no dia 14 de junho e completaria duas semanas amanhã. A decisão acontece próximo do recesso de julho nas escolas municipais, marcado para ter início na próxima segunda-feira (2). Mesmo assim, os professores voltam a trabalhar nesta sexta-feira (29). A categoria alega que as negociações com a Prefeitura estão avançando. No próximo dia 9 de julho, será feita uma nova reunião para avaliar as demandas da classe. Caso as negociações não atinjam o objetivo, uma nova assembleia será feita no começo de agosto. Dentre as reivindicações, os professores pedem o reajuste salarial conforme o piso nacional e a revogação do artigo 9º da Lei Municipal 13.012 de 2014, sobre a carreira do funcionalismo público. Em nota, a Prefeitura alegou que realizou negociações com a categoria e permanece aberta ao diálogo. Ainda de acordo com a Administração Municipal, o município tem 117 escolas que atendem a 40 mil estudantes, onde trabalham cerca de 4.500 professores. Professores da rede municipal de ensino decidem retomar as atividades Reprodução/TV Integração Desestímulo O Sindicato dos Professores Municipais (Sinpro) informou que as reivindicações são: o respeito à data-base, o reajuste do piso nacional para todos os educadores, a revogação do artigo 9º da municipal Lei 13.012 e a reestruturação da tabela de cargos e salários. "É uma greve justa, digna, os educadores estão entendendo que se não paralisarem as atividades vão ter destruídos os direitos que conquistaram há décadas de luta", analisou o tesoureiro do Sinpro, Roberto Jorge Abou Kalam. Segundo o Sinpro, a categoria rejeitou a proposta de reajuste apresentada pela prefeitura de 1% em janeiro, não cumulativo, e o restante para completar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em novembro, sem retroatividade. O magistério reivindica o índice de 6,81%, equivalente ao reajuste do piso nacional, retroativo à data-base, 1º de janeiro, para todos os integrantes do quadro de carreira. Posição da Prefeitura A Prefeitura enviou ao G1 uma nota com o posicionamento via Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH). Segue a íntegra do texto: "A Prefeitura de Juiz de Fora esclarece que, mesmo em um cenário de grave crise financeira em âmbito nacional, com recorrentes atrasos em repasses de recursos como ICMS, IPVA e Fundeb, e parcelamento de salários em diversas cidades e estados, o Município tem feito todos os esforços a fim de priorizar o pagamento em dia de seus servidores, como tem conseguido desde 2013. A Administração reforça que espera a compreensão da categoria, considerando todo este cenário e, principalmente, que os cerca de 45 mil alunos da rede municipal não sejam novamente prejudicados com mais uma greve. Quatro reuniões já foram realizadas com o Sindicato dos Professores (Sinpro) referentes à pauta de reivindicações de 2018 da categoria. O Município já apresentou duas propostas de reajuste salarial conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurado entre janeiro e dezembro de 2017, de 2,95%, a ser pago de forma escalonada durante o ano. A Prefeitura reforça que mantém-se aberta ao diálogo com todas as categorias de servidores".

Fonte G1 > Brasil
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