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Espanha e Rússia: veja curiosidades sobre o confronto de dois extremos da Europa

Os dois países em lados opostos da Europa vivem em impasses com movimentos separatistas e têm até um nome em comum na história. Copa de Ind...


Os dois países em lados opostos da Europa vivem em impasses com movimentos separatistas e têm até um nome em comum na história. Copa de Indicadores: Espanha x Rússia Arte/G1 O jogo entre Espanha e Rússia pelas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo (1º), opõe dois países em posições extremas no continente europeu. Os espanhóis, banhados pelo Oceano Atlântico, estão na ponta oeste da Europa. O território russo, por outro lado, fica tão para leste que a maior parte do território nem na Europa está: mais de 70% da maior nação do mundo está na Ásia. Porém, das sedes da Copa do Mundo, só Ecaterimburgo pode ser considerada asiática. Passageiros lotam saguão do aeroporto de Barajas, em Madri, nesta sexta-feira (3), à espera de seus voos. AP Ainda assim, a distância entre as capitais Madri e Moscou é ligeiramente menor do que os 3.789,24 quilômetros que separam as brasileiras Porto Alegre (RS) e Boa Vista (RR). Isso em linha reta. Porque, de carro, uma viagem entre Rússia e Espanha leva cerca de 40 horas sem parar. Cenário ainda é turbulento na Catalunha Reuters/Albert Gea Às turras com separatistas O recente imbróglio envolvendo um plebiscito pela independência da Catalunha mostra que a Espanha tem um desafio em comum com a Rússia: os movimentos separatistas. Além dos catalães, o território espanhol abriga também a Galícia e o País Basco. Os galegos não têm um movimento separatista tão forte, mas o separatismo basco já causou danos. Mais de 800 pessoas morreram em assassinatos e atentados cometidos pelo grupo extremista basco ETA, que deixou de existir em maio deste ano. Policiais no local do ataque a bomba na sede do Parlamento checheno, nesta terça-feira (19), em Grozny. AP Do outro lado do continente, conflitos armados fazem parte da história dos russos com os separatistas. O presidente Vladimir Putin tem boas relações com líderes de regiões autônomas, mas a Rússia teve de lidar com guerras contra separatistas da Chechênia, Daguestão e Ingushétia desde o colapso da União Soviética, em 1991. Todas elas na região do Cáucaso, onde fica Sochi. Cidade de Grozny, na Chechênia, tem iluminação especial para celebrar Ano Novo. AP Ibéria x Ibéria Por falar em Cáucaso, a região traz em comum uma coincidência com a Espanha. Ali no extremo-sul da Rússia e na área onde hoje é a Geórgia, existiu o Reino da Ibéria — xará da península que abriga os territórios espanhol e português. Esse reino existiu desde a Antiguidade e durou até meados do século IX, na Idade Média, até passar pelo controle dos povos persas, bizantinos e árabes ao longo da história. Apesar da semelhança, não se sabe ao certo se há relação entre a Ibéria Caucasiana e a Península Ibérica. Sequer há uma certeza da origem dos nomes das duas regiões ou mesmo uma correlação migratória. Parentes de pessoas que morreram na Guerra Civil Espanhola (1936-1939) se deitam na rua depois de ter seus corpos cobertos com terra pelo artista Abel Axcona em homenagem às vítimas da guerra durante performance em Pamplona, no norte da Espanha Alvaro Barrientos/AP Influência soviética A tensa Europa do período anterior à Segunda Guerra Mundial estava atenta à Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Afinal, o país viveu a tensão do conflito entre forças próximas ao fascismo contra tropas de viés à esquerda antes mesmo das batalhas entre a Joseph Stalin e Adolf Hitler. Para garantir um aliado a mais, Stalin tentou intervir no conflito interno espanhol. O líder da então União Soviética entregou milhares de armas, tanques e até aviões ao Exército Republicano, grupo de oposição aos nacionalistas liderados por Francisco Franco. Não adiantou. Franco venceu o conflito em 1939 e, dali, instalou um regime autoritário que durou até 1975. Copa de Indicadores O ex-presidente soviético, Mikhail Gorbachev, em imagem de março de 2013 Alexander Zemlianichenko/AP A União Soviética não foi capaz de garantir aos russos a prosperidade dos países europeus capitalistas, e nem as reformas de Mikhail Gorbachov na segunda metade da década de 1980, conseguiram sustentar a qualidade de vida no país (veja na tabela no topo da reportagem a comparação de alguns indicadores socio-econômicos dos países) O fim da URSS também não trouxe grandes melhoras econômicas à Rússia: a crise do rublo nos anos 1990 afundou de vez a economia do país, que vem se reerguendo desde então. crise na Espanha reprodução Globo News A Espanha, por outro lado, conseguiu se desenvolver nas últimas décadas. No entanto, a crise de 2008 atingiu em cheio a economia espanhola, que até hoje tenta se recuperar. O desemprego assusta: cerca de 17% dos espanhóis estão sem trabalho. Em 2013, esse percentual passava dos 20%. Mesmo assim, a taxa de desempregados é um dos poucos indicadores em que a Espanha vai mal na comparação com a Rússia. O outro é o analfabetismo. Não que esse seja um problema crônico do país: 98,3% dos espanhóis sabem ler. Mas os dados oficiais mostram que quase todos os russos (mais de 99%) são alfabetizados.

Fonte G1 > Mundo
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