Carregando...

López Obrador é eleito presidente do México, diz autoridade eleitoral

Instituto Nacional Eleitoral divulgou uma projeção de resultado final que aponta esquerdista com 53% dos votos. Mais cedo, rivais admitiram...


Instituto Nacional Eleitoral divulgou uma projeção de resultado final que aponta esquerdista com 53% dos votos. Mais cedo, rivais admitiram derrota depois dos números da pesquisa de boca de urna. López Obrador saúda apoiadores em discurso após vencer a eleição no México Edgard Garrido/Reuters O ex-prefeito da Cidade do México, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, conhecido pela sigla de suas iniciais AMLO, do Movimento Regeneração Nacional (Morena), foi escolhido como novo presidente do México nas eleições deste domingo (1º), de acordo com o Instituto Nacional Eleitoral em comunicado na madrugada desta segunda-feira (2). Segundo uma projeção do resultado final da autoridade eleitoral do país, chamada de 'contagem rápida', o próximo presidente deve encerrar a apuração com a porcentagem de votos entre 53% e 53,8%. As pesquisas de boca de urna indicavam vitória de Obrador com cerca de 45% dos votos. Logo após a divulgação, os rivais na disputa já haviam reconhecido a derrota. Candidato da esquerda, López Obrador deve vencer com cerca de 53% dos votos no México Por volta das 3h, com pouco mais de 14% das urnas apuradas, Obrador tinha 50,97%. O segundo colocado, Ricardo Anaya tinha 25,39% da preferência do eleitorado, seguido pelo governista Antonio Meade que aparecia com 14,91%. Jaime Rodriguez tinha 6,18% dos votos. Obrador, que concorreu ao cargo pela 3ª vez, superou nas urnas o economista José Antonio Meade, candidato governista do Partido Revolucionário Institucional, o conservador Ricardo Anaya, candidato de uma coalizão formada pela legenda de direita Partido Ação Nacional (PAN) e pela sigla de esquerda Partido da Revolução Democrática (PRD), e Jaime Rodriguez, independente conhecido como 'El Bronco'. Initial plugin text Além da eleição para presidente, quase 89 milhões de mexicanos foram às urnas para escolher governadores, prefeitos e deputados locais e federais, entre os mais de 18 mil cargos em disputa. As seções eleitorais foram abertas às 9h e se fecharam às 20h, pelo horário de Brasília. No país, o vencedor é eleito em votação única, sem 2º turno. Ele vai substituir Enrique Peña Nieto. Apoiadores de López Obrador comemoram vitória do candidato Gustavo Graf/Reuters 'Dia histórico' Em um hotel no centro histórico da capital, o candidato eleito afirmou que este é um "dia histórico". "Convoco todos os mexicanos à reconciliação e a pôr acima dos interesses pessoais, por legítimos que sejam, o interesse superior", declarou López Obrador, que assumirá a Presidência no dia 1 de dezembro. "Convoco todos os mexicanos à reconciliação e a pôr acima dos interesses pessoais, por legítimos que sejam, o interesse superior" Obrador aproveitou para agradecer aos seus concorrentes. "Expresso meu respeito em quem votou em outros candidatos e partidos, e o mesmo manifesto para os três candidatos à Presidência da República das diferentes organizações que hoje reconheceram o nosso triunfo e vitória", disse. Ele afirmou ainda que seu projeto de nação buscará estabelecer uma "autêntica democracia" e as mudanças "serão profundas". Além disso, López Obrador disse que haverá liberdade intelectual e empresarial, e asseverou que haverá disciplina fiscal e financeira. Tudo isso a fim de "erradicar" a corrupção, um dos principais problemas que corrói o país. Por fim, o futuro presidente mexicano afirmou que seu governo representará "ricos e pobres", mexicanos de todas as correntes intelectuais e de todas as preferências sexuais. Repercussão O presidente do México, Enrique Peña Nieto, reconheceu neste domingo a vitória do líder esquerdista. "Faz uns minutos me comuniquei com o vencedor da eleição presidencial para expressar-lhe que ele sua equipe de trabalho contarão com a colaboração do Governo da República para realizar uma transição ordenada e eficiente", declarou o presidente. Peña Nieto afirmou que o dia de eleições "se realizou com normalidade, igualdade e uma ampla participação popular". Finalmente, fez um apelo aos mexicanos: "Apesar de nossas diferenças vamos nos unir em torno dos valores que compartilhamos e das instituições que criamos para trabalhar juntos no bem-estar do nosso país". O presidente norte-americano Donald Trump parabenizou Obrador em uma mensagem em sua conta no Twitter. "Parabéns a Andrés Manuel Lopez Obrador por se tornar o próximo presidente do México. Estou muito ansioso para trabalhar com ele. Há muito a ser feito para beneficiar tanto os Estados Unidos quanto o México", tuitou. Initial plugin text López Obrador é um firme crítico da elite governista que prometeu erradicar a corrupção no país e pacificar o país assolado pela violência. Combinando promessas de campanha com um panorama da história política do México, López Obrador prometeu em evento de final de campanha um governo "radical" que irá acabar com privilégios, erradicar a impunidade e encher o país de "autoridade moral". Os desafios de López Obrador serão gigantescos: além de combater a corrupção, deverá cumprir sua promessa de "pôr no seu lugar" o presidente americano, Donald Trump, que ameaçou romper o Tratado de Livre Comércio com o México por considerar que o país latino-americano não é suficientemente duro com a imigração ilegal. Sua equipe econômica tem dito a investidores que ele não é um radical de esquerda e lutará para preservar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), grupo formado também por EUA e Canadá e que o presidente americano Donald Trump ameaçou com medidas protecionistas. Carlos Urzua, escolhido por López Obrador para comandar o Ministério das Finanças, disse que se reuniu com mais de 65 fundos de investimento, dizendo a eles que o candidato está comprometido a dar autonomia ao banco central, uma livre flutuação de moeda, livre comércio e manter um controle sobre gastos. Recorde de violência O México encerrou sua campanha eleitoral como recorde da "mais violenta" dos últimos anos, segundo um informe da consultoria Etellekt. Desde setembro, quando começou a pré-campanha, houve 124 políticos assassinados, entre eles 29 pré-candidatos e 18 candidatos, segundo balanço da empresa e de veículos locais, citado pela AFP. Vários candidatos consultados pela agência reconheceram fazer sua campanha com medo e alguns deles decidiram contratar seguranças. A violência eleitoral se soma à que diariamente angustia os mexicanos, que fecharam 2017 com a cifra recorde de 25.339 assassinatos.

Fonte G1 > Mundo
Visite o canal BrTrends
Mundo 3633258541424613522

Postar um comentário

emo-but-icon

Página inicial item