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Vice-presidente dos EUA, Mike Pence pede a Ortega eleições antecipadas na Nicarágua

Pelo Twitter, vice de Donald Trump pediu o fim da violência 'patrocinada pelo estado'. O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike P...


Pelo Twitter, vice de Donald Trump pediu o fim da violência 'patrocinada pelo estado'. O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, durante uma visita ao Japão Toru Hanai/Reuters O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, denunciou nesta terça-feira (24) a violência "patrocinada pelo Estado" na Nicarágua e pediu ao presidente, Daniel Ortega, a realização de eleições antecipadas para superar a crise no país, sacudido desde abril por protestos que pedem sua saída. "A violência patrocinada pelo Estado da Nicarágua é inegável. A propaganda de Ortega não engana ninguém e não muda nada. Mais de 350 mortos pelas mãos do regime. Os Estados Unidos pedem ao governo de Ortega que ponha fim à violência agora e faça eleições antecipadas: o mundo está de olho!", escreveu Pence em sua conta no Twitter. Initial plugin text O tuíte de Pence se refere à entrevista de Ortega para a emissora americana Fox News, transmitida na noite de segunda-feira nos Estados Unidos. Amigos e familiares carregam o caixão com o corpo de Gerald Vasquez, um estudante de engenharia que foi morto durante o ataque de 14 de julho pela polícia e forças paramilitares à Universidade Nacional de Manágua, na Nicarágua Alfredo Zuniga/AP A acusação do vice-presidente norte-americano foi dada no mesmo dia em que a brasileira Raynéia Gabrielle Lima morreu vítima de disparos de arma de fogo na Nicarágua. Segundo a reitoria da universidade onde ela estudava, grupos paramilitares apoiadores do governo efetuaram os tiros. A polícia local negou envolvimento. Governo brasileiro cobra apuração da morte de Raynéia Ortega rejeita acusações Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua vice-presidente, Rosario Murillo, chegam a evento em comemoração ao 39º aniversário da Revolução Sandinista, na quinta-feira (19) Jorge Cabrera/ Reuters No trecho da entrevista retuitado por Pence, Ortega rejeita as acusações de que seu governo controla grupos pró-governamentais, que foram vistos agindo em acordo com a Polícia. "Estes são grupos que obedecem a organizações políticas", disse Ortega, segundo a tradução para o espanhol da versão em inglês de suas declarações ao programa "Special Report", do jornalista Bret Baier. Governo da Nicarágua pratica 'violência bruta', diz secretário "Alguns, inclusive, elegeram deputados para a Assembleia Nacional. São membros do Partido Liberal. Outros não participaram das eleições, se negaram a fazê-lo. E estiveram organizando estes grupos paramilitares por algum tempo e se aproveitaram de cada pequena situação para lançar ataques", acrescentou Ortega. Manifestantes durante funeral de Agustin Ezequiel Mendoza, que foi morto baleado em recentes protestos contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Tipitapa Oswaldo Rivas/Reuters "Nenhuma das manifestações pacíficas" foi atacada, assegurou o presidente. Durante a entrevista, Ortega acusou grupos políticos nicaraguenses de encabeçar milícias antigovernamentais, financiadas por narcotraficantes e agências dos Estados Unidos. Manifestantes se abraçam perto de memorial ao estudante universitário Jonathan Morales durante protesto contra o presidente Daniel Ortega em Manágua, na Nicarágua Oswaldo Rivas/Reuters Segundo disse, estas milícias mataram dezenas de policiais durante as manifestações, que explodiram em 18 de abril contra uma reforma da Previdência proposta pelo governo, mas que derivaram em um amplo movimento que exige a renúncia de Ortega e de sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo. Governo Trump e Igreja tentaram retomar diálogo Cardenal Leopoldo Brenes e bispo Silvio Baez chegam à cidade de Diriamba, na Nicarágua, em meio a protestos contra o governo de Daniel Ortega Oswaldo Rivas/Reuters O governo de Donald Trump promoveu uma retomada do diálogo entre o governo de Ortega e a opositora Aliança Cívica, iniciado em 16 de maio em Manágua, com a mediação da Igreja Católica. A última sessão plenária foi celebrada em 15 de junho. No âmbito destas conversações, Washington apoia que se acorde um calendário para celebrar eleições antecipadas. A Organização dos Estados Americanos pediu a antecipação do pleito, que seria em 2021, para 2019. Foto de 9 de julho mostra mulheres se protegendo dentro da Basília de San Sebastián, em Diriamba (Nicarágua), que estava sitiada por apoiadores armados do presidente Daniel Ortgea Inti Ocon/AFP Na entrevista à Fox News na segunda-feira, Ortega recusou-se a celebrar eleições antes da data prevista pela Constituição. "Antecipar as eleições criaria instabilidade, insegurança e pioraria as coisas", disse Daniel Ortega à Fox News. Além disso, na semana passada, Ortega chamou os bispos de "golpistas" e os acusou de apoiar forças internas e externas de tirá-lo do poder. Sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo, disse que está em curso um "golpe terrorista e criminoso" e acusou os manifestantes opositores de se matarem para responsabilizar o governo. Mapa da Nicarágua G1 Initial plugin text

Fonte G1 > Mundo
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