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Atentado mata criança e mais 10 no sul das Filipinas

Ataque ocorreu em uma barreira de fiscalização em Lamitan, capital de Basilán. Estado Islâmico reivindicou a ação. Forças do governo inspec...


Ataque ocorreu em uma barreira de fiscalização em Lamitan, capital de Basilán. Estado Islâmico reivindicou a ação. Forças do governo inspecionam o local de uma explosão em Lamitan, província de Basilan, na terça-feira (31) Christine Garcia / AP Photo Onze pessoas morreram nesta terça-feira (31), entre elas uma criança de dez anos, em um atentado em Lamitan, capital de Basilán, uma pequena ilha situada no sul das Filipinas. O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Um suspeito, um soldado, cinco paramilitares e quatro civis, incluindo uma mãe e seu filho, morreram, e sete pessoas ficaram feridas na explosão, disse um porta-voz do Exército, de acordo com a Reuters. O motorista detonou os explosivos que transportava quando passou por um posto de verificação militar. Os militares chegaram a pedir reforços ao perceber que o motorista da caminhonete tinha um comportamento estranho, mas a bomba explodiu antes que eles chegassem ao veículo. Um soldado que testemunhou o ataque disse em uma entrevista à rádio privada DZMM que o motorista falou em um dialeto desconhecido e que podia ser estrangeiro.Mas o porta-voz militar, coronel Edgard Arevalo, afirmou que as forças de segurança estão investigando e que ainda não há base para se concluir que o incidente foi um ataque suicida ou que foi realizado por um estrangeiro. Informações de inteligência indicaram que os militantes planejavam fabricar bombas caseiras e atacar bases do Exército, acrescentou. Em comunicado emitido por sua agência de notícias Amaq, o Estado Islâmico reivindicou responsabilidade pelo ataque, que chamou de "operação de martírio". O porta-voz presidencial, Harry Roque, repudiou o atentado, que classificou como um "crime de guerra" e "um uso ilegal de força, mesmo em tempos de conflito armado". Carro-bomba O uso de carros-bomba é extremamente raro nas Filipinas, apesar das décadas de violência separatista e islâmica que desestabilizou a região de Mindanao e atraiu extremistas estrangeiros. A detonação ocorreu em Basilan, ilha que abriga o grupo criminoso Abu Sayya, conhecido por seus sequestros, e que foi o lar do antigo "emir" do Estado Islâmico no sudeste asiático, morto por tropas filipinas no ano passado. Por isso, após o incidente, o governador da província de Basilán, Jim Saliman, apontou que havia indícios de que o Abu Sayyaf, que jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI), estivesse por trás do ataque. O atentado ocorre menos de uma semana depois de o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ter assinado uma lei que amplia a autonomia da região de maioria muçulmana no sul do país, onde está a ilha de Basilán, que visa buscar a paz na região onde operam vários grupos rebeldes. A Lei Orgânica do Bangsamoro, como é chamada a medida, é necessária para implementar o acordo de paz firmado em 2014 com a Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI), o maior grupo rebelde muçulmano do país, que passará a governar a região.

Fonte G1 > Mundo
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