Carregando...

Crise na Nicarágua completa quatro meses em dia de protestos: 'Nada está normal'

Manifestantes pedem saída do presidente Daniel Ortega. Estima-se que ao menos 448 pessoas morreram desde abril nos conflitos. Manifestante ...


Manifestantes pedem saída do presidente Daniel Ortega. Estima-se que ao menos 448 pessoas morreram desde abril nos conflitos. Manifestante protesta contra presidente Daniel Ortega, da Nicarágua INTI OCON / AFP A crise na Nicarágua completou quatro meses neste sábado (18), um dia em que manifestações contrárias e a favor do presidente Daniel Ortega tomaram as ruas da capital Manágua. Milhares de nicaraguenses participaram da marcha com um tema "Nada Está Normal" — em referência à declaração de Ortega de que o país na América Central "recuperou a normalidade". "Marchamos para dizer ao governo que estamos contra todos os atropelos que está cometendo. Queremos viver em liberdade", disse a manifestante María Guevara, 49 anos, à agência France Presse. Até a última atualização deste texto, não há registro de conflitos ou mortes nos protestos deste sábado. Na quarta-feira (15), a Nicarágua também teve protestos pela saída de Ortega da presidência. Manifestante protesta contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em Manágua INTI OCON / AFP Estima-se que ao menos 448 pessoas morreram desde abril nos conflitos, segundo organizações de direitos humanos. O governo de Ortega, no entanto, fala em 198 vítimas. Entre os mortos desde o início da crise, está a brasileira Raynéia Gabrielle Lima, 30 anos, estudante de medicina. O reitor da universidade onde ela estudava diz que um paramilitar pró-Ortega a matou. A Polícia Nacional contesta a versão e acusa um vigilante de segurança privada. Ele foi preso. Manifestante contra Daniel Ortega dispara morteiro em protesto em Manágua, capital da Nicarágua INTI OCON / AFP Entenda a crise na Nicarágua Os protestos começaram em 18 de abril. Naquele dia, o governo da Nicarágua publicava um decreto de regulamentação de reforma da previdência, que aumentava as contribuições de empresários e trabalhadores. A medida revoltou parte da população, que tomou as ruas. Em resposta, grupos de apoio a Ortega, a maioria paramilitares, reprimiu violentamente os protestos. No dia seguinte, três pessoas morreram, as primeiras desde o início dos protestos. Ex-vice de Ortega diz que Nicarágua 'vive administrando o medo' Por causa da repressão sangrenta, o que começou como repúdio às reformas se tornou em um movimento pela saída de Ortega da presidência. Ele ocupa o cargo desde 2007, e a esposa, Rosario Murillo, é a vice-presidente do país. Foto de 7 de julho de 2018 mostra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo Oswaldo Rivas/Reuters Os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram eleições antecipadas, hipótese descartada pelo atual presidente, que acusa os opositores de fazerem parte de um "plano golpista" financiado pelos EUA. A crise degringolou em cercos a cidades da Nicarágua e tiroteios até em cemitérios. Nicaraguenses acusam o governo de demitir médicos que socorreram manifestantes durante os protestos violentos. Por isso, mais de 3 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção à Costa Rica, país vizinho, para pedir refúgio. Mapa da Nicarágua G1 Initial plugin text

Fonte G1 > Mundo
Visite o canal BrTrends
Mundo 6098502986382437431

Postar um comentário

emo-but-icon

Página inicial item