Carregando...

Grécia celebra com reservas fim de programa de resgate financeiro

Depois de Portugal, Irlanda, Espanha e Chipre, a Grécia era o último país da zona euro que continuava sob o programa de ajuda desde a crise...


Depois de Portugal, Irlanda, Espanha e Chipre, a Grécia era o último país da zona euro que continuava sob o programa de ajuda desde a crise. Grécia entra nesta segunda-feira (20) em nova era de autonomia com o fim do último pacote de ajuda financeira Alkis Konstantinidis/Reuters A Grécia entra nesta segunda-feira (20) em uma nova era de autonomia com o fim do último programa de ajuda financeira, mas tanto o governo como a patronal dão este passo com reserva diante dos desafios que há pela frente e a dor dos últimos anos. "É preciso aproveitar esta oportunidade para curar as feridas da crise e do trauma da longa austeridade, para acabar com os males do passado e iniciar uma transformação que proteja a sociedade de futuras crises", disse hoje o vice-primeiro-ministro grego, Yannis Dragasakis. Originalmente, o governo grego planejava festejar hoje a recuperação das rédeas do futuro do país, mas as brasas dos trágicos incêndios que arrasaram o país em julho e a sensação geral de que não há nada para celebrar reduziram os planos a um discurso do primeiro-ministro, Alexis Tsipras. O porta-voz do Governo, Dimitris Tzanakopulos, se mostrou "convencido" de que a população poderá sentir em breve a diferença deste novo etapa. Tzanakopulos destacou que a partir de agora não serão necessárias novas medidas de ajuste fiscal graças aos 24 bilhões de euros com o qual o país pretende cobrir as suas necessidades financeiras enquanto abre passagem nos mercados. Além disso, insistiu que "com bastante certeza" o governo não necessitará aplicar outro corte às pensões em 2019 para conseguir seu objetivo de 3,5% de superavit primário. Trata-se de uma medida estipulada com os credores que o Governo quer evitar a todo custo durante esta nova fase que desponta mais social. Por sua vez, representantes dos empresários como Vasilis Korkidis, presidente das pequenas e médias empresas gregas, dão as boas-vindas hoje à saída oficial do resgate, mas lembram as 250 mil empresas que tiveram que fechar, os quase 925 mil desempregados registrados e a dívida de 227 bilhões de euros que os gregos devem ao Fisco, à Previdência Social e aos bancos. "Para as pequenas e médias empresas, em 21 de agosto será um dia de balanço, não de comemoração, uma vez que os memorandos podem desaparecer, mas as medidas e os impostos permanecem", destacou. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do país, Konstantinos Mijalos, ressaltou a necessidade imperativa de atrair novos investidores. "Temos que incentivá-los a investir na Grécia. Se não prevalecer o sentido da prudência, do consenso e da cooperação, temo que o país dará um passo adiante e três para atrás", advertiu Mijalos em declarações à "Euronews". Grécia completa programa de resgate financeiro Vigilância seguirá por 'anos' Depois de Portugal, Irlanda, Espanha e Chipre, a Grécia era o último país da zona euro que continuava sob o programa de ajuda desde a crise. Em três planos sucessivos (2010, 2012 e 2015), o país deve ter recebido 289 bilhões de euros em empréstimos. Em oito anos, um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) evaporou - o crescimento voltou em 2017 -, e o desemprego acaba apenas de cair abaixo dos 20%, após um máximo de 27,5% registrado em 2013. O país, que em 2016 e 2017 teve um superávit orçamentário de cerca de 4%, superando as exigências dos credores, ainda não é totalmente livre. Já teve de legislar antecipadamente as novas reformas para 2019 e 2020 e continuará sob vigilância até pelo menos 2022. Nesse contexto, a agência de classificação de risco Fitch acaba de elevar a nota da dívida grega para "BB-".

Fonte G1 > Mundo
Visite o canal BrTrends
Mundo 2343562530389898349

Postar um comentário

emo-but-icon

Página inicial item