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Peregrinação a Meca chega ao Monte Arafat, na Arábia Saudita

Cerca de 2 milhões de peregrinos participam neste ano do hajj – a grande peregrinação anual dos muçulmanos. Oração no Monte Arafat é um dos...


Cerca de 2 milhões de peregrinos participam neste ano do hajj – a grande peregrinação anual dos muçulmanos. Oração no Monte Arafat é um dos pontos culminantes. Peregrinos muçulmanos participam das orações do meio-dia fora da mesquita de Namirah, na montanha Arafat, durante a peregrinação anual do hajj, fora da cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, nesta segunda-feira (20) Dar Yasin/ AP Cerca de 2 milhões de peregrinos muçulmanos se reuniram nesta segunda-feira (20) no vale do monte Arafat, perto de Meca, na Arábia Saudita, para um dia de oração que é um dos pontos culminantes do hajj – a grande peregrinação anual dos muçulmanos. Segundo a tradição muçulmana, foi no Monte Arafat, também conhecido como Montanha da Misericórdia, que o profeta Maomé fez o sermão de despedida aos fiéis que o acompanharam em sua última peregrinação antes da morte. Sob sol forte e vestidos com túnicas brancas, os peregrinos pedem clemência a Deus. Com as mãos para o alto, cada fiel repetiu "Allahu Akbar" ("Deus é grande", em árabe) antes de declarar solenemente que "o único Deus é Alá". "É um sentimento indescritível", afirmou Oum Ahamd, egípcio aposentado de 61 anos que participa da peregrinação. "É um lugar sagrado para todos os muçulmanos e provoca um sentimento maravilhoso", disse Jai Salim. Peregrinos muçulmanos se reúnem na planície de Arafat e escalam a montanha sagrada Jabal Al Rahma durante a peregrinação anual, conhecida como hajj, perto de Meca, na Arábia Saudita, nesta segunda-feira (20) Dar Yasin/ AP Os fiéis iniciaram a caminhada no domingo (19) à noite. Alguns acompanhavam parentes em cadeiras de rodas e muitos carregavam água para o longo trajeto. Ao lado de um painel com a frase, em inglês, "Arafat começa aqui", alguns trabalhadores recolhiam garrafas vazias do chão. Calor intenso Nesta segunda, muitos peregrinos se protegiam do calor com guarda-chuvas. Os fiéis têm consciência da dificuldade em uma etapa essencial da peregrinação, que consiste em passar um dia com a temperatura acima de 40°C no Monte Arafat. "Sabia que era difícil. Por este motivo, me preparei antes praticando esportes. E me preparei realmente para esta etapa. Se Deus quiser, resistiremos", declarou Saidu Bureima, um peregrino nigeriano. Peregrinos muçulmanos participam de orações perto da mesquita de Namirah na montanha de Arafat, nesta segunda-feira (20) Dar Yasin/ AP Próxima etapa Após a passagem pelo Monte Arafat, os peregrinos seguirão para Mozdalifa para recolher pedras que serão usadas no apedrejamento das colunas que representam Satanás. O hajj terminará oficialmente na terça-feira (21) com a festa do sacrifício (Aid Al Adha). Os peregrinos sacrificarão um animal para recordar o sacrifício de Abraão, que, segundo a tradição muçulmana, esteve a ponto de imolar o filho, mas no último momento foi impedido pelo arcanjo Gabriel, que o mandou substitui-lo por um animal. A peregrinação à Meca é um dos cinco pilares do Islã que todo fiel deve cumprir pelo menos uma vez em sua vida se tiver condições para isso. Tumultos Desde 1987, centenas de pessoas morreram em tumultos ou confrontos entre policiais sauditas e peregrinos iranianos, que criticam os Estados Unidos e Israel. As autoridades sauditas proíbem qualquer manifestação de caráter político durante a peregrinação. Em 2015, o hajj teve um final trágico, quando um tumulto provocou 2.300 mortes, incluindo centenas de iranianos. Após um ano de boicote, os iranianos retornaram à Meca em 2017 e este ano 86.000 cidadãos do país devem participar na peregrinação. As autoridades sauditas informaram que quase 2,4 milhões de pessoas participam no hajj este ano.

Fonte G1 > Mundo
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